domingo, 18 de maio de 2008

Os Efeitos do grau de investimentos no Brasil

No fim de abril, a agência de classificação de risco Standard and Poors elevou a nota da dívida externa brasileira de longo prazo para o patamar "grau de investimento". Agora, muitos se perguntam quais serão as conseqüências dessa mudança sobre a economia brasileira e ativos domésticos.
O senso comum diz que o fluxo de entrada de capital estrangeiro deve aumentar. Muitos fundos externos só podem investir em países classificados como grau de investimento. Devem subir a compra de ativos financeiros (bolsa e títulos do governo) e as receitas para investimentos de longo prazo. Empréstimos externos para empresas brasileiras deverão ser mais amplos e baratos, impulsionando a produção e, potencialmente, o PIB.

Mas nem sempre o andamento é do jeito que se espera. Há muitas incertezas no ambiente global. A preocupação em torno da crise do crédito imobiliário norte-americano persiste e não se sabe ao certo quão profunda será a desaceleração econômica daquele país e suas conseqüências mundiais. As commodities seguem valorizadas, algo bom para países emergentes exportadores como o Brasil, mas resta a dúvida se os patamares se manterão. Além disso, o ambiente interno é de alta inflacionária e aperto monetário, iniciado pelo Banco Central em abril. Esperamos que o BC aumente a Selic em 0,50 ponto porcentual nas próximas três reuniões, terminando o ano em 13,25%. Enquanto isso, o índice de inflação IPCA deve encerrar 2008 em 4,9%, acima do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, de 4,5%.

A obtenção do grau de investimento é um marco para a economia brasileira. No longo prazo, os benefícios certamente virão.

domingo, 20 de abril de 2008

A IMPORTÂNCIA DA LOGÍSTICA PARA A ECONOMIA: UMA COMBINAÇÃO UNIVERSIDADES X EMPRESAS.


A Logística apresenta-se como uma formidável ferramenta para a criação de vantagens competitivas nas organizações. Os ambientes globalizados precisam de trocas eficientes e eficazes de produtos e mercadorias, que circulem por canais internacionais e regionais bem afinados. Não é por acaso que, nos Estados Unidos, os custos em logística atingem a cifra de 1,1 trilhão de dólares, o que significa cerca de 10% do enorme PIB daquele país.
As organizações têm que descobrir quais são as componentes de valor que os seus clientes apreciam e procurar a realização de ações que se traduzam na agregação
de valores perante os seus clientes. No horizonte econômico do Brasil à necessidade de as empresas trabalharem em cadeias que agreguem valores para os seus clientes. A estruturação
e funcionamento destas cadeias é conhecido como Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos (Supply Chain Management).
Todo esse panorama cria um grande desafio tanto para as empresas quanto para as universidades. A pesquisa nas Universidades de todo o páis vem levantando a situação da logística em vários setores industriais de vários estados do país. Com isso, será possível conhecer onde estão os problemas dos sistemas logísticos e elaborar um conjunto de indicadores de desempenho logístico que servirão para a realização de benchmarking entre os setores e entre
as próprias empresas.
Enfim, a vinculação universidade-empresa, no estudo e solução das dificuldades da logística, contribui para a criação de uma maior competitividade da economia brasileira.

A Montanha Russa mais veloz do mundo !

A Top Thrill Dragster é a estrela do Cedar Point, um parque de diversões que se transformou na maior concentração de montanhas-russas do mundo, localizado no Estado americano de Ohio. Tem 128 metros de altura, o equivalente a três estátuas do Cristo Redentor empilhadas, e o carrinho "voa" a quase 200 quilômetros por hora. A fase inicial dura apenas quatro segundos. Nesse tempo, o carrinho é acelerado bruscamente e atinge o topo da montanha-russa mais alta do mundo já a 194 quilômetros por hora num traçado vertical. A aceleração provoca nas pessoas um impacto maior do que o sentido por um piloto de Fórmula 1. A brincadeira já começou, mas a emoção verdadeira vem agora, nos instantes que precedem a queda, quando o carrinho desenha uma curva e seu bico aponta para o solo, onde tudo parece miniaturizado. Só então as pessoas percebem que estão a 128 metros do chão e não há como voltar atrás. Antes mesmo que se possa gritar a frase "o que eu estou fazendo aqui?", o carrinho inicia a descida, também vertical. Para piorar, a meio caminho do chão as pessoas são submetidas a uma pirueta de 270 graus. Alguns não reagem, petrificados pelo pânico, e outros berram até a boca secar.




segunda-feira, 31 de março de 2008

Ponto de Vista: Os efeitos da Crise dos Estados Unidos sobre o Brasil e no Resto do Mundo



A economia dos Estados Unidos já está em recessão, mas o impacto desta crise sobre a economia brasileira vai depender dos efeitos da desaceleração americana sobre a China e, conseqüentemente, sobre a variação dos preços das commodities. Quando os Estados Unidos entram em recessão, tendem a influenciar outros países, notadamente as nações européias e o Japão.
Se a crise chegar na China deve afetar a commodity e a crise certamente afetará com mais efeito o Brasil. A desaceleração dos Estados Unidos pode durar mais do que o imaginado, com efeitos que são, em média, de 0,22% sobre o Produto Interno Bruto (PIB) da Zona do Euro e de 0,54% sobre o PIB japonês para cada 1% de variação na economia americana. A mesma variação provocaria ainda impacto de 2,3% nas exportações totais da China.
As commodities realmente foram essenciais para o crescimento do Brasil nos últimos anos e são hoje o maior risco para uma desaceleração da economia do país. Ainda não há cenário de contágio da crise americana para o resto do mundo. O Brasil ainda tem uma economia fechada e o impacto de uma redução de 1% do comércio global seria uma queda entre 0,15% e 0,20% do PIB nacional. O fator preço das commodities representou cerca de 70% do aumento das exportações brasileiras nos últimos anos e ressalta que o dinheiro dessas vendas ajuda a sustentar as importações, que por sua vez impedem que a demanda interna crescente gere pressões inflacionárias.
A crise atual é séria porém o Brasil se encontra bem preparado para enfrentá-la, com base na força do setor externo, na inflação sob controle (a menor entre os Brics no ano passado), e na parte fiscal, com a relação dívida/PIB em queda. A crise acontece em um momento especial, em que ocorre uma mudança estrutural no desenho da economia mundial, em que há aumento da importância na produção e na demanda de países emergentes e uma redução da participação de países desenvolvidos.
Esse processo tem uma série de impactos e uma crise pode ser um catalisador de mudanças estruturais que ocorreriam de qualquer forma. O fato positivo é que esta mudança é favorável ao Brasil, disse, lembrando que o país se beneficia pela força econômica demonstrada pelos maiores compradores das commodities produzidas no Brasil.

Fernando Batista

Fotos da Viagem do meu irmão ao Caribe (Colômbia)


Estou postando algumas fotos de um pedaço do paraíso chamado caribe e outras mostrando as peripécias de meu irmão Valdir e seu amigo "maluco" nessa terra maravilhosa.

Essas fotos lembram muito as praias da Bahia...




quarta-feira, 5 de março de 2008

Polêmica sobre as pesquisas com células-tronco ! Qual sua Opinião?

O STF (Supremo Tribunal Federal) adiou nesta quarta-feira (5) a decisão sobre o futuro das pesquisas com células-tronco no Brasil. Como antecipou reportagem da Folha, um pedido de vista do processo feito pelo ministro Carlos Alberto Menezes Direito suspendeu temporariamente o julgamento da ação de inconstitucionalidade contra a Lei de Biossegurança.

Agora, Direito terá o prazo de dez dias para analisar o processo antes de devolvê-lo ao Supremo. Este prazo pode ser prorrogado por duas vezes, totalizando, no máximo, 30dias.
Após ser devolvido, o processo entra novamente na pauta do plenário. Segundo o relator da ação, ministro Carlos Ayres Britto, o julgamento do processo terá prioridade dentro do tribunal.
Ele afirma que a presidente do STF, Ellen Gracie, deve colocar o processo em pauta tão logo Direito conclua sua análise. "A ministra é muito sensível, provavelmente quando o ministro retornar, ela conferirá prioridade", afirmou.

Julgamento
O julgamento durou cerca de cinco horas. O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza e o advogado da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), Ives Gandra Martins, discursaram pela inconstitucionalidade da lei. Eles defenderam que a Constituição garante o direito à vida e que o embrião já seria um ser vivo.
"Há consistente convicção científica de que a vida humana acontece a partir da fecundação e o artigo 5º da Constituição garante a inviolabilidade da vida humana", reiterou Souza.
Já o advogado-geral da União, José Antônio Dias Tofolli, o advogado do Congresso Nacional, Leonardo Mundim, e representantes de entidades favoráveis às pesquisas se manifestaram pelo não acolhimento da ação.
"O princípio é o mesmo, de defesa da vida humana", declarou Tofolli.
No novo julgamento não haverá mais as sustentações orais a favor e contra a ação. A sessão deve voltar do ponto em que parou, quando os ministros declaram seus votos sobre a questão.


O que se planeja para as esquisas com células-tronco embrionárias

Paralisias cerebrais, lesões na medula e doenças do coração. Doenças que eram irreversíveis até pouco tempo atrás e hoje têm alguma chance de cura. Essa é a expectativa de médicos e cientistas que pesquisam as células-tronco. Elas têm a capacidade de se transformar em qualquer outra célula do corpo humano e, por isso, podem ajudar na reconstituição de alguns tecidos. No Brasil, as primeiras pesquisas com as células-tronco embrionárias devem ter início em agosto.

O Ministério da Saúde divulgou que 104 projetos de pesquisas foram apresentados por diversas instituições brasileiras. Eles disputarão os R$ 11 milhões oferecidos pelo governo para o desenvolvimento de pesquisas com embriões.

Até o dia quatro de agosto, uma comissão julgadora analisará as propostas e selecionará as pesquisas que receberão o financiamento. Para a pesquisadora do departamento de biologia da Universidade de São Paulo (USP), Lygia da Veiga Pereira, iniciar as pesquisas com células-tronco embrionárias no Brasil é uma oportunidade de acompanhar uma área extremamente promissora na biomedicina. Mas ela alerta que o financiamento não pode parar nas pesquisas iniciais.

"O fundamental é que o financiamento das pesquisas seja, depois, consistente. É importante o governo já se preparar para daqui a algum tempo ter mais verbas disponíveis para a gente poder seguir essas pesquisas que são coisas de longo prazo", diz Lygia.

A utilização de células-tronco de embriões nas pesquisas brasileiras foi permitida com a aprovação da Lei de Biossegurança, em março. A lei, no entanto, apresenta algumas restrições. Só poderão ser utilizados embriões doados com o consentimento dos genitores e que estejam congelados há pelo menos três anos.

O governo também financiará experimentos com células-tronco adultas, derivadas da medula óssea, do cordão umbilical e de outros tecidos. O objetivo, segundo a diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia do MS, Suzanne Serruya, é verificar o potencial de uso das células-tronco na medicina e melhorar os tratamentos já existentes no país.

Uma parcela de R$ 8 milhões deverá ser desembolsada ainda este ano. Do total previsto no projeto, R$ 5,5 milhões serão repassados pelo Ministério da Saúde e o restante pelo de Ciência e Tecnologia. Os estudos terão de ser desenvolvidos em até 1 anos e incluem pesquisas em laboratório e experimentos em animais e seres humanos.

Na semana passada, iniciou-se a fase de experiências em seres humanos (chamada de etapa clínica) do maior estudo com células-tronco adultas para o tratamento de doenças do coração já realizado no mundo. Serão submetidos a testes clínicos pacientes portadores de quatro diferentes doenças: infarto agudo do miocárdio, doença isquêmica crônica do coração, cardiomiopatia dilatada e cadiopatia chagásica.

Até o final da pesquisa o governo deve investir R$ 13 milhões para o tratamento de 1,2 mil pacientes com problemas no coração. Caso seja comprovada a eficácia do uso de células-tronco no tratamento de doenças cardíacas, poderá haver uma redução de cerca de R$ 37 milhões por mês nos gastos do Sistema Único de Saúde (SUS).


Fernando Batista Março/2008

domingo, 2 de março de 2008

Bolsa Familia para o mundo


A edição desta semana da revista britânica The Economist publica uma reportagem sobre o Bolsa Família e afirma que o programa social do governo brasileiro "está ganhando adeptos em todo o mundo".
"Os governos do mundo inteiro estão olhando para este programa", diz Kathy Lindert, do escritório do Banco Mundial em Brasília, à revista.
A Economist afirma que iniciativas semelhantes estão sendo testadas em larga escala em outros países da América Latina e cita uma versão mais refinada do Bolsa Família adotada em Nova York.
De acordo com a reportagem, o Bolsa Família "contribuiu para o aumento na taxa de crescimento econômico do Nordeste acima da média nacional" e ajudou a "reduzir a desigualdade de renda no Brasil".
A Economist destaca o aumento da presença escolar em Alagoas, onde metade das famílias recebe o Bolsa Família, e afirma que essa melhoria pode "ajudar o programa a atingir o objetivo de romper com a cultura de dependência ao garantir uma educação melhor para as crianças".
Além da educação, a revista sugere que o programa do governo brasileiro também aumentou o poder de compra entre os mais pobres.
Microcrédito
A revista cita ainda outra melhoria na situação econômica dos menos favorecidos no Brasil, provocada pela oferta de microcrédito.
O reportagem conta a história de duas famílias alagoanas que se beneficiaram do programa de financiamento e conseguiram abrir um negócio próprio e aumentar a produção de suas microempresas.
A Economist diz ainda que, apesar do sucesso inicial do Bolsa Família, o programa enfrenta alguns problemas.
O primeiro deles, afirma a revista, está relacionado ao temor de fraudes nas informações recolhidas por governos locais para determinar as famílias que têm o direito de receber o benefício.
Segundo a reportagem, "15% dos governos municipais defendem a afirmação improvável de que 100% dos alunos estão freqüentando a escola 100% do tempo".
Outro problema levantado pela revista é a preocupação de que o Bolsa Família se torne um programa permanente no governo brasileiro, e não apenas "um impulso temporário de oportunidades para os mais pobres".
De acordo com a Economist, ainda é muito cedo para identificar essa tendência, que dependerá da capacidade de melhoria das escolas públicas do país.
Por último, a reportagem afirma que críticos acusam o programa de ser apenas um esquema para garantir votos nas eleições. Mas, segundo a revista, essa acusação é "injusta".
Apesar dos problemas, a Economist conclui com um balanço positivo ao afirmar que o gasto "modesto" do governo brasileiro, que investe 0,8% do PIB (Produto Interno Bruto) no programa, está garantindo bons resultados para o país.